“O atual financiamento de campanha eleitoral no Brasil é uma obra casada”, afirma Gilberto Maringoni

O financiamento privado e aberto de campanhas eleitorais se tornou um ótimo negócio para as grandes empresas. Basta pensar que é ano de eleição e o mercado fervilha. Só a corrida  para o Palácio do Planalto, em 2014, teve gastos de, aproximadamente, mais de R$ 900 milhões  para os partidos. O atual modelo contribui para que os grandes financiadores pressionem os governos eleitos para reaverem em maior quantidade o que foi gasto com as campanhas, dando margem à corrupção e prejudicando os partidos menores.

Em abril de 2014, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciaram o julgamento para proibir doações de empresas a campanhas eleitorais e partidos políticos; no entanto, a sessão foi suspensa por conta de um pedido de vistas do processo pelo ministro Gilmar Mendes e ainda não voltou ao plenário. Se aprovado, o atual sistema será exclusivamente público, tornando o processo mais democrático. Para esclarecer sobre o assunto, o Candeia entrevistou para o canal DoiP o jornalista, doutor em História e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Gilberto Maringoni. Saiba, a seguir, como se dá o atual modelo de financiamento de campanha no Brasil, quem são os maiores financiadores e como este modelo interfere no processo democrático.

 

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Editor e repórter do Candeia. Contato: eliezer.giazzi@candeia.jor.br

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